O autor traz nesse texto uma inestimável contribuição acerca de assuntos muito atuais e correntes dentro da pedagogia, porém seu enfoque privilegia a questão da comunicação efetivamente e das formas contemporâneas de sistematização de ensino quanto à comunicação. Também traz apreciações sobre “interação” e “interatividade”: enquanto que o segundo traz elementos sobre multiplicidade e complexidade, o primeiro traz consigo uma certa linearidade, de uma forma mais genérica e talvez mais abrangente.
O texto também traz muitos elementos sobre a atuação do professor e o seu papel dentro de uma realidade de interatividade e as estratégias que ele necessita adotar para ser um facilitador da comunicação e do processo de ensino-aprendizagem segundo os preceitos compatíveis com esse processo.
Acredito que a maior contribuição desse texto esteja mesmo relacionada à atuação do professor, pois trata os temas da interatividade em sala de aula incluindo-o como protagonista dos processos de comunicação, só que no enfoque segundo essa perspectiva, e trata de ‘tranqüilizar’ quanto a possíveis dúvidas em relação a sua importância e necessidade dentro do processo; penso que muito desse enfoque contemple uma visão corporativista (até mesmo com um pouco de exagero, penso eu) como forma de conquistar penetração das idéias no meio educacional e acadêmico, combatendo mesmo que por vias indiretas a resistência que pode surgir dentro da classe doscente, e que poderia prejudicar suas idéias sobre o todo.
Pensando no que o autor nos sugere, ainda que a autoria do professor seja vista como ‘garantida’ dentro do processo, como esses profissionais podem se atualizar de modo a garantir sistematicamente a educação nesse ambiente interativo?
quinta-feira, 14 de junho de 2007
quarta-feira, 18 de abril de 2007
DINAMIZADORES DA INTELIGÊNCIA COLETIVA
RAMAL, Andréa Cecília
A autora começa seu texto definindo o que seria ‘dinamizador da inteligência coletiva’, e segundo ela essa será a tarefa do professor na escola do futuro, uma escola que não se baseará mais na transmissão do conhecimento, as verdades serão cada vez mais ‘transitórias’, cada indivíduo poderá ter acesso às mais variadas informações, que não mais ficará centralizada nas mãos de uma pessoa – o professor. Seu papel será o de liderar os processos – talvez os projetos – em caminhos investigativos no sentido da formulação da realidade então percebida pelo grupo que estará liderando, com suas percepções, valores, culturas, visões de mundo, etc., tudo isso em contato com a informação que a cybercultura lhes proporcionará. E estamos falando no tempo presente, porém muitas transformações nesse campo já estão sendo percebidas hoje, e a escola já está se tornando, por força da evolução, um local mais dinâmico e facilitador às iniciativas de interação entre grupos e comunicação entre os indivíduos.
Os elementos enumerados pela autora dentro dessa visão dão conta de definir então o dinamizador da inteligência coletiva segundo aspectos relacionados à liderança (‘responsável pelo gerenciamento de processos de construção cooperativa do saber’ – p.205), mudança/transformação que esse conceito proporciona (‘transformando grupos escolares heterogêneos em comunidades inteligentes, flexíveis, autônomas e felizes – p. 205), à questão da mudança em relação à avaliação (‘integrando as múltiplas competências dos estudantes cm base em diagnósticos permanentes’ p. 205), ao estímulo ao diálogo (‘convidando ao diálogo interdisciplinar e intercultural nas pesquisas realizadas, e finalmente em relação à relação espaço x tempo surgida (‘promovendo a abertura dos espaços e dos tempos de aprendizagem para além da sala de aula e estimulando a comunicação interpessoal por meio da pluralidade de linguagens e espressões’ p. 205).
Parece-me um pouco paradoxal a visão defendida pelo autor então de que esse processo proporciona que haja maior cooperação entre as pessoas, que haja colaboração entre os alunos e na relação do professor com eles, pois o uso da informática propicia a realização de tarefas à distância. Também há o fato do risco de dispersão em relação à Internet e as conexões que levam as pessoas a fazerem quase que automaticamente ao se depararem com um computador com acesso à rede. Sei que a amostragem pode não ser significativa para conclusões, que tais afirmações não se baseiam em dados empíricos, porém é difícil deixar de contar com essas possibilidades de comportamento das pessoas, e o professor (então ‘dinamizador da inteligência coletiva’) precisa estar preparado e atendo a essas dificuldades que podem surgir, ou até mesmo que hajam mecanismos sistematizados dentro do modelo que venham a dar conta de neutralizar as dificuldades que poderão surgir em função disso.Outra questão interessante levantada no texto é o ensino por projetos, algo que tem surgido muito em discussão, não somente no âmbito da educação, mas tambçem na esfera das organizações corporativas – gerenciamento por projetos; em princípio, parece uma idéia interessante de organização do ensino, mas por outro lado pode ser mais um modismo passageiro, pois somos (mercado) pródigos em definir formas e conceitos ‘diferentes’, transformá-los em verdades por um tempo muito curto, e depois desconstruí-las com a mesma velocidade que as criamos.
A autora começa seu texto definindo o que seria ‘dinamizador da inteligência coletiva’, e segundo ela essa será a tarefa do professor na escola do futuro, uma escola que não se baseará mais na transmissão do conhecimento, as verdades serão cada vez mais ‘transitórias’, cada indivíduo poderá ter acesso às mais variadas informações, que não mais ficará centralizada nas mãos de uma pessoa – o professor. Seu papel será o de liderar os processos – talvez os projetos – em caminhos investigativos no sentido da formulação da realidade então percebida pelo grupo que estará liderando, com suas percepções, valores, culturas, visões de mundo, etc., tudo isso em contato com a informação que a cybercultura lhes proporcionará. E estamos falando no tempo presente, porém muitas transformações nesse campo já estão sendo percebidas hoje, e a escola já está se tornando, por força da evolução, um local mais dinâmico e facilitador às iniciativas de interação entre grupos e comunicação entre os indivíduos.
Os elementos enumerados pela autora dentro dessa visão dão conta de definir então o dinamizador da inteligência coletiva segundo aspectos relacionados à liderança (‘responsável pelo gerenciamento de processos de construção cooperativa do saber’ – p.205), mudança/transformação que esse conceito proporciona (‘transformando grupos escolares heterogêneos em comunidades inteligentes, flexíveis, autônomas e felizes – p. 205), à questão da mudança em relação à avaliação (‘integrando as múltiplas competências dos estudantes cm base em diagnósticos permanentes’ p. 205), ao estímulo ao diálogo (‘convidando ao diálogo interdisciplinar e intercultural nas pesquisas realizadas, e finalmente em relação à relação espaço x tempo surgida (‘promovendo a abertura dos espaços e dos tempos de aprendizagem para além da sala de aula e estimulando a comunicação interpessoal por meio da pluralidade de linguagens e espressões’ p. 205).
Parece-me um pouco paradoxal a visão defendida pelo autor então de que esse processo proporciona que haja maior cooperação entre as pessoas, que haja colaboração entre os alunos e na relação do professor com eles, pois o uso da informática propicia a realização de tarefas à distância. Também há o fato do risco de dispersão em relação à Internet e as conexões que levam as pessoas a fazerem quase que automaticamente ao se depararem com um computador com acesso à rede. Sei que a amostragem pode não ser significativa para conclusões, que tais afirmações não se baseiam em dados empíricos, porém é difícil deixar de contar com essas possibilidades de comportamento das pessoas, e o professor (então ‘dinamizador da inteligência coletiva’) precisa estar preparado e atendo a essas dificuldades que podem surgir, ou até mesmo que hajam mecanismos sistematizados dentro do modelo que venham a dar conta de neutralizar as dificuldades que poderão surgir em função disso.Outra questão interessante levantada no texto é o ensino por projetos, algo que tem surgido muito em discussão, não somente no âmbito da educação, mas tambçem na esfera das organizações corporativas – gerenciamento por projetos; em princípio, parece uma idéia interessante de organização do ensino, mas por outro lado pode ser mais um modismo passageiro, pois somos (mercado) pródigos em definir formas e conceitos ‘diferentes’, transformá-los em verdades por um tempo muito curto, e depois desconstruí-las com a mesma velocidade que as criamos.
domingo, 1 de abril de 2007
PERGUNTA REFERENTE AO SEGUNDO TEXTO
Se há uma ameaça tão forte ao equilíbrio do planeta, porque então não acontecem ações afirmativas em âmbito mundial para tentativa de reversão? Se a rede de informações é tão eficiente para equalizar informações, porque não se chega a um consenso sobre ecologia, já que a princípio estaríamos todos ‘bem informados’?
RESENHA DO SEGUNDO TEXTO
CIBERCULTURA
Para fazer frente ao grande avanço demográfico dos dias atuais e poder haver inclusão, pensando numa alternativa que considere a existência de todos os seres humanos, a comunicação surge como a melhor alternativa de política global, e especificamente pensando nessa possibilidade, não há outra forma de comunicação que possa ser mais eficiente e eficaz do que as telecomunicações, pelas inúmeras possibilidades surgidas por meio dessa forma, dispostos principalmente pela rápida evolução tecnológica que vemos surgir nos últimos tempos. Em particular, penso que as telecomunicações têm alcançado resultados muito expressivos no aspecto da inclusão também, pois até mesmo em economias pouco desenvolvidas, como a nossa, e num cenário econômico de concentração de renda expressiva, se consiga disponibilizar alternativas de tecnologias de informação no campo das telecomunicações, como no caso da telefonia móvel, onde há ofertas para todas as camadas da população praticamente.. acho um exemplo interessante de inclusão dentro de uma sociedade de consumo desigual em oportunidades e concentração de renda.
O autor defende a hipótese de que “a cibercultura expressa o surgimento de um novo universal, diferente das formas culturais que vieram antes dele no sentido de que ele se constrói sobre a indeterminação de um sentido global qualquer” (p. 15). A cibercultura proporcionaria uma universalidade diferente, sem a necessidade da auto-suficiência dos textos, mas sim pelo caráter inovador das interconexões e formações dinâmicas de sentidos e significações, onde cada leitor de uma mensagem pode interpretar a sua maneira o texto. E exatamente por esse caráter dinâmico e de múltiplas possibilidades, é que se torna intotalizável, e aí reside a maior fascinação e as inquietações que nos fazem refletir e até mesmo ‘resistir’ ao movimento.. a idéia de não termos controle sobre determinado assunto sempre tem um caráter ‘ameaçador’, vivemos sob a presunção de sermos dominadores e ‘senhores do universo’, e então procuramos negar uma novidade, mesmo que por vezes de forma paradoxal, pois em muitas ocasiões estamos nos beneficiando diretamente, e em outras temos a sensação de estarmos sendo prejudicados.
Se a avalanche das inovações tecnológicas é uma tendência inevitável, talvez a humanidade possa então buscar formas de convivência que comportem esse amplo contato com as mais diversas formas a que estamos sujeitos, pois surge cada vez mais expressivamente a necessidade de sustentabilidade da tecnologia com o equilíbrio natural do planeta. Embora as questões voltadas à educação sejam fortemente enfocadas pelo autor, penso que o aspecto da convivência entre tecnologia e equilíbrio natural seja algo que devamos encarar como dos mais importantes. A solução para o problema que estamos tendo nesse campo passa inegavelmente por conscientização e convencimento das reais possibilidades a que estamos submetidos no tempo presente e futuro muito próximo; enfim, a continuidade da vida no planeta precisa também é uma questão atual, e por que não tratá-la no âmbito da educação?
Nesse contexto, pensando sobre o que o autor defende: “Defendo, ao contrário, que a técnica é um ângulo de análise dos sistemas sócio-técnicos globais... ...e não uma entidade real, que existiria independentemente do resto, que teria efeitos distintos e agiria por vontade própria” (p. 22), penso que as ações necessárias para o sucesso da convivência amigável entre as diversas formas de tecnologia e o equilíbrio ambiental dependem somente das pessoas, que nenhuma tecnologia possui ‘vida própria’, que a escolha está em nós, e que talvez tenhamos nos tornado dependentes da tecnologia.
REFERÊNCIAS:
Para fazer frente ao grande avanço demográfico dos dias atuais e poder haver inclusão, pensando numa alternativa que considere a existência de todos os seres humanos, a comunicação surge como a melhor alternativa de política global, e especificamente pensando nessa possibilidade, não há outra forma de comunicação que possa ser mais eficiente e eficaz do que as telecomunicações, pelas inúmeras possibilidades surgidas por meio dessa forma, dispostos principalmente pela rápida evolução tecnológica que vemos surgir nos últimos tempos. Em particular, penso que as telecomunicações têm alcançado resultados muito expressivos no aspecto da inclusão também, pois até mesmo em economias pouco desenvolvidas, como a nossa, e num cenário econômico de concentração de renda expressiva, se consiga disponibilizar alternativas de tecnologias de informação no campo das telecomunicações, como no caso da telefonia móvel, onde há ofertas para todas as camadas da população praticamente.. acho um exemplo interessante de inclusão dentro de uma sociedade de consumo desigual em oportunidades e concentração de renda.
O autor defende a hipótese de que “a cibercultura expressa o surgimento de um novo universal, diferente das formas culturais que vieram antes dele no sentido de que ele se constrói sobre a indeterminação de um sentido global qualquer” (p. 15). A cibercultura proporcionaria uma universalidade diferente, sem a necessidade da auto-suficiência dos textos, mas sim pelo caráter inovador das interconexões e formações dinâmicas de sentidos e significações, onde cada leitor de uma mensagem pode interpretar a sua maneira o texto. E exatamente por esse caráter dinâmico e de múltiplas possibilidades, é que se torna intotalizável, e aí reside a maior fascinação e as inquietações que nos fazem refletir e até mesmo ‘resistir’ ao movimento.. a idéia de não termos controle sobre determinado assunto sempre tem um caráter ‘ameaçador’, vivemos sob a presunção de sermos dominadores e ‘senhores do universo’, e então procuramos negar uma novidade, mesmo que por vezes de forma paradoxal, pois em muitas ocasiões estamos nos beneficiando diretamente, e em outras temos a sensação de estarmos sendo prejudicados.
Se a avalanche das inovações tecnológicas é uma tendência inevitável, talvez a humanidade possa então buscar formas de convivência que comportem esse amplo contato com as mais diversas formas a que estamos sujeitos, pois surge cada vez mais expressivamente a necessidade de sustentabilidade da tecnologia com o equilíbrio natural do planeta. Embora as questões voltadas à educação sejam fortemente enfocadas pelo autor, penso que o aspecto da convivência entre tecnologia e equilíbrio natural seja algo que devamos encarar como dos mais importantes. A solução para o problema que estamos tendo nesse campo passa inegavelmente por conscientização e convencimento das reais possibilidades a que estamos submetidos no tempo presente e futuro muito próximo; enfim, a continuidade da vida no planeta precisa também é uma questão atual, e por que não tratá-la no âmbito da educação?
Nesse contexto, pensando sobre o que o autor defende: “Defendo, ao contrário, que a técnica é um ângulo de análise dos sistemas sócio-técnicos globais... ...e não uma entidade real, que existiria independentemente do resto, que teria efeitos distintos e agiria por vontade própria” (p. 22), penso que as ações necessárias para o sucesso da convivência amigável entre as diversas formas de tecnologia e o equilíbrio ambiental dependem somente das pessoas, que nenhuma tecnologia possui ‘vida própria’, que a escolha está em nós, e que talvez tenhamos nos tornado dependentes da tecnologia.
REFERÊNCIAS:
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Ed. 34. 1999.
sábado, 24 de março de 2007
PERGUNTA REFERENTE AO PRIMEIRO TEXTO
A REVOLUÇÃO DO TEXTO ELETRÔNICO - Roger Chartier
Com o uso do computador na educação, pode haver diminuição de diálogo, troca de idéias e interatividade entre as pessoas? Como resolver esse possível paradoxo, já que o computador auxilia na comunicação entre as pessoas, na medida em que pode ‘diminuir distâncias’?
RESENHA DO PRIMEIRO TEXTO
REVOLUÇÃO DO TEXTO ELETRÔNICO - Roger Chartier
O autor enumera três coisas de novo na forma de reprodução, inscrição, e recepção dos textos ‘frente à tela”: começa falando da possibilidade que o texto eletrônico permite de poder fazer mudanças segundo sua vontade, como por exemplo cortar, acrescentar, mudar a ordem, etc.; a segunda novidade advinda dessa mudança seria a possibilidade de escrever na biblioteca, na coleção de textos, pela simultaneidade de divulgação de textos proporcionada pelo texto eletrônico; finalizando essa parte, a terceira novidade seria a possibilidade da união de todos os textos produzidos, descrito como a ‘biblioteca universal’.
Outro aspecto tratado pelo autor, e que penso ser bastante importante e polêmico, é a questão da opção de aceitar ou não novas tecnologias, dentro do contesto da inserção da informática na divulgação textual. Acho que o texto traz consideráveis subsídios para entendermos as razões pelas quais acontece o fenômeno da inserção da tecnologia na produção textual, dando a entender que esse seria uma das formas de uso da tecnologia na vida atual, já que classifica como ‘utópico’ o discurso contrário a essa inovação, ou mesmo ‘nostálgico’, no meu entender remetendo ao passado a resistência à inserção tecnológica.
Pensando no aspecto irreversível do uso da tecnologia nos dias atuais, penso que a educação não deve ser exceção nesse processo, que precisa se atualizar e buscar meios de se adaptar a essa realidade que se impõe e possa usufruir desses recursos. Ainda no campo da educação, mais precisamente no campo da Educação Matemática, temos vários trabalhos sendo feitos com a utilização do computador, que permite intermináveis possibilidades de aprendizado através da rapidez com que pode fazer cálculos, gerar imagens, simular situações de problemas matemáticos, etc. Isso, sem dúvida, poderá gerar grandes avanços no campo do ensino-aprendizagem matemática.
Analisando, por fim, o cenário da educação nacional, em meio à realidade econômica e nos hábitos de consumo da nossa sociedade, acredito que o grande desafio seja mesmo tornar a educação à distância, possível somente com a inserção do computador, uma maneira confiável e eficiente de formação, pois hoje vemos surgir muitas alternativas de cursos de formação à distância em áreas diversas, a meu ver sem a devida qualidade necessária para funcionamento, causadas muitas vezes pela necessidade de se iniciar rapidamente a funcionar, e claro faturar, o que é necessário para o equilíbrio econômico-financeiro dessas empresas-escolas.
O autor enumera três coisas de novo na forma de reprodução, inscrição, e recepção dos textos ‘frente à tela”: começa falando da possibilidade que o texto eletrônico permite de poder fazer mudanças segundo sua vontade, como por exemplo cortar, acrescentar, mudar a ordem, etc.; a segunda novidade advinda dessa mudança seria a possibilidade de escrever na biblioteca, na coleção de textos, pela simultaneidade de divulgação de textos proporcionada pelo texto eletrônico; finalizando essa parte, a terceira novidade seria a possibilidade da união de todos os textos produzidos, descrito como a ‘biblioteca universal’.
Outro aspecto tratado pelo autor, e que penso ser bastante importante e polêmico, é a questão da opção de aceitar ou não novas tecnologias, dentro do contesto da inserção da informática na divulgação textual. Acho que o texto traz consideráveis subsídios para entendermos as razões pelas quais acontece o fenômeno da inserção da tecnologia na produção textual, dando a entender que esse seria uma das formas de uso da tecnologia na vida atual, já que classifica como ‘utópico’ o discurso contrário a essa inovação, ou mesmo ‘nostálgico’, no meu entender remetendo ao passado a resistência à inserção tecnológica.
Pensando no aspecto irreversível do uso da tecnologia nos dias atuais, penso que a educação não deve ser exceção nesse processo, que precisa se atualizar e buscar meios de se adaptar a essa realidade que se impõe e possa usufruir desses recursos. Ainda no campo da educação, mais precisamente no campo da Educação Matemática, temos vários trabalhos sendo feitos com a utilização do computador, que permite intermináveis possibilidades de aprendizado através da rapidez com que pode fazer cálculos, gerar imagens, simular situações de problemas matemáticos, etc. Isso, sem dúvida, poderá gerar grandes avanços no campo do ensino-aprendizagem matemática.
Analisando, por fim, o cenário da educação nacional, em meio à realidade econômica e nos hábitos de consumo da nossa sociedade, acredito que o grande desafio seja mesmo tornar a educação à distância, possível somente com a inserção do computador, uma maneira confiável e eficiente de formação, pois hoje vemos surgir muitas alternativas de cursos de formação à distância em áreas diversas, a meu ver sem a devida qualidade necessária para funcionamento, causadas muitas vezes pela necessidade de se iniciar rapidamente a funcionar, e claro faturar, o que é necessário para o equilíbrio econômico-financeiro dessas empresas-escolas.
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