CIBERCULTURA
Para fazer frente ao grande avanço demográfico dos dias atuais e poder haver inclusão, pensando numa alternativa que considere a existência de todos os seres humanos, a comunicação surge como a melhor alternativa de política global, e especificamente pensando nessa possibilidade, não há outra forma de comunicação que possa ser mais eficiente e eficaz do que as telecomunicações, pelas inúmeras possibilidades surgidas por meio dessa forma, dispostos principalmente pela rápida evolução tecnológica que vemos surgir nos últimos tempos. Em particular, penso que as telecomunicações têm alcançado resultados muito expressivos no aspecto da inclusão também, pois até mesmo em economias pouco desenvolvidas, como a nossa, e num cenário econômico de concentração de renda expressiva, se consiga disponibilizar alternativas de tecnologias de informação no campo das telecomunicações, como no caso da telefonia móvel, onde há ofertas para todas as camadas da população praticamente.. acho um exemplo interessante de inclusão dentro de uma sociedade de consumo desigual em oportunidades e concentração de renda.
O autor defende a hipótese de que “a cibercultura expressa o surgimento de um novo universal, diferente das formas culturais que vieram antes dele no sentido de que ele se constrói sobre a indeterminação de um sentido global qualquer” (p. 15). A cibercultura proporcionaria uma universalidade diferente, sem a necessidade da auto-suficiência dos textos, mas sim pelo caráter inovador das interconexões e formações dinâmicas de sentidos e significações, onde cada leitor de uma mensagem pode interpretar a sua maneira o texto. E exatamente por esse caráter dinâmico e de múltiplas possibilidades, é que se torna intotalizável, e aí reside a maior fascinação e as inquietações que nos fazem refletir e até mesmo ‘resistir’ ao movimento.. a idéia de não termos controle sobre determinado assunto sempre tem um caráter ‘ameaçador’, vivemos sob a presunção de sermos dominadores e ‘senhores do universo’, e então procuramos negar uma novidade, mesmo que por vezes de forma paradoxal, pois em muitas ocasiões estamos nos beneficiando diretamente, e em outras temos a sensação de estarmos sendo prejudicados.
Se a avalanche das inovações tecnológicas é uma tendência inevitável, talvez a humanidade possa então buscar formas de convivência que comportem esse amplo contato com as mais diversas formas a que estamos sujeitos, pois surge cada vez mais expressivamente a necessidade de sustentabilidade da tecnologia com o equilíbrio natural do planeta. Embora as questões voltadas à educação sejam fortemente enfocadas pelo autor, penso que o aspecto da convivência entre tecnologia e equilíbrio natural seja algo que devamos encarar como dos mais importantes. A solução para o problema que estamos tendo nesse campo passa inegavelmente por conscientização e convencimento das reais possibilidades a que estamos submetidos no tempo presente e futuro muito próximo; enfim, a continuidade da vida no planeta precisa também é uma questão atual, e por que não tratá-la no âmbito da educação?
Nesse contexto, pensando sobre o que o autor defende: “Defendo, ao contrário, que a técnica é um ângulo de análise dos sistemas sócio-técnicos globais... ...e não uma entidade real, que existiria independentemente do resto, que teria efeitos distintos e agiria por vontade própria” (p. 22), penso que as ações necessárias para o sucesso da convivência amigável entre as diversas formas de tecnologia e o equilíbrio ambiental dependem somente das pessoas, que nenhuma tecnologia possui ‘vida própria’, que a escolha está em nós, e que talvez tenhamos nos tornado dependentes da tecnologia.
REFERÊNCIAS:
Para fazer frente ao grande avanço demográfico dos dias atuais e poder haver inclusão, pensando numa alternativa que considere a existência de todos os seres humanos, a comunicação surge como a melhor alternativa de política global, e especificamente pensando nessa possibilidade, não há outra forma de comunicação que possa ser mais eficiente e eficaz do que as telecomunicações, pelas inúmeras possibilidades surgidas por meio dessa forma, dispostos principalmente pela rápida evolução tecnológica que vemos surgir nos últimos tempos. Em particular, penso que as telecomunicações têm alcançado resultados muito expressivos no aspecto da inclusão também, pois até mesmo em economias pouco desenvolvidas, como a nossa, e num cenário econômico de concentração de renda expressiva, se consiga disponibilizar alternativas de tecnologias de informação no campo das telecomunicações, como no caso da telefonia móvel, onde há ofertas para todas as camadas da população praticamente.. acho um exemplo interessante de inclusão dentro de uma sociedade de consumo desigual em oportunidades e concentração de renda.
O autor defende a hipótese de que “a cibercultura expressa o surgimento de um novo universal, diferente das formas culturais que vieram antes dele no sentido de que ele se constrói sobre a indeterminação de um sentido global qualquer” (p. 15). A cibercultura proporcionaria uma universalidade diferente, sem a necessidade da auto-suficiência dos textos, mas sim pelo caráter inovador das interconexões e formações dinâmicas de sentidos e significações, onde cada leitor de uma mensagem pode interpretar a sua maneira o texto. E exatamente por esse caráter dinâmico e de múltiplas possibilidades, é que se torna intotalizável, e aí reside a maior fascinação e as inquietações que nos fazem refletir e até mesmo ‘resistir’ ao movimento.. a idéia de não termos controle sobre determinado assunto sempre tem um caráter ‘ameaçador’, vivemos sob a presunção de sermos dominadores e ‘senhores do universo’, e então procuramos negar uma novidade, mesmo que por vezes de forma paradoxal, pois em muitas ocasiões estamos nos beneficiando diretamente, e em outras temos a sensação de estarmos sendo prejudicados.
Se a avalanche das inovações tecnológicas é uma tendência inevitável, talvez a humanidade possa então buscar formas de convivência que comportem esse amplo contato com as mais diversas formas a que estamos sujeitos, pois surge cada vez mais expressivamente a necessidade de sustentabilidade da tecnologia com o equilíbrio natural do planeta. Embora as questões voltadas à educação sejam fortemente enfocadas pelo autor, penso que o aspecto da convivência entre tecnologia e equilíbrio natural seja algo que devamos encarar como dos mais importantes. A solução para o problema que estamos tendo nesse campo passa inegavelmente por conscientização e convencimento das reais possibilidades a que estamos submetidos no tempo presente e futuro muito próximo; enfim, a continuidade da vida no planeta precisa também é uma questão atual, e por que não tratá-la no âmbito da educação?
Nesse contexto, pensando sobre o que o autor defende: “Defendo, ao contrário, que a técnica é um ângulo de análise dos sistemas sócio-técnicos globais... ...e não uma entidade real, que existiria independentemente do resto, que teria efeitos distintos e agiria por vontade própria” (p. 22), penso que as ações necessárias para o sucesso da convivência amigável entre as diversas formas de tecnologia e o equilíbrio ambiental dependem somente das pessoas, que nenhuma tecnologia possui ‘vida própria’, que a escolha está em nós, e que talvez tenhamos nos tornado dependentes da tecnologia.
REFERÊNCIAS:
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Ed. 34. 1999.
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